domingo, 4 de janeiro de 2009

Corticite Aguda


Nome: Emília Vale
Cidade: Penafiel
Blog: corticiteaguda.blogspot.com
Loja online:
através do blog




Como descreverias o teu trabalho?

Sem regras, espontâneo…



Como é que tudo começou?

Com uma experiência com umas bolas de cortiça que me vieram parar às mãos por motivos profissionais. A partir daí, despertou o bichinho e comecei a procurar outros materiais em cortiça, bem como outras matérias para combinar com a cortiça.

Como escolheste o nome do teu projecto?

Teve a ver com o nome errado pelo qual é conhecida vulgarmente a cortiça aglomerada e, em geral, toda a cortiça além das rolhas, corticite. O nome é uma brincadeira pegando na palavra corticite.



Porquê fazer crafts? O que é que te motiva?

Gosto de fazer coisas que me motivem para além da minha actividade profissional. Agrada-me principalmente a liberdade da criação completamente descomprometida, sem prazos nem critérios pré-estabalecidos, que os crafts me proporcionam.

Os crafts são um trabalho a tempo inteiro? O que ocupa os teus dias?

Não, são apenas um hobby. A minha principal actividade é a gestão de clientes externos de uma empresa corticeira.



De onde vem a inspiração para os teus trabalhos?

Das mais variadas coisas: das pessoas, das emoções e de tudo que me rodeia. E claro, como não podia deixar de ser, também do trabalho de muitos talentosos crafters, portugueses e estrangeiros.

Onde é que encontras os materiais para os teus projectos?

Em muitos sítios. Não só em empresas corticeiras, mas também em lojas da especialidade, retrosarias, bazares, etc.. Gosto de procurar materiais em todo o lado. É um «vício» comprar materiais e imaginar o que vou fazer com eles. Muitas vezes compro coisas que não sei muito bem, naquele momento, para que vão servir… mas depois encontro sempre uma utilidade para elas.



De todo o processo de produção das tuas peças qual é a parte que mais te agrada?

Acho que nenhuma é verdadeiramente mais especial do que outra, mas a fase que talvez me dê um entusiasmo adicional seja a de conclusão das peças... fazer os acabamentos, dar os últimos «retoques» e ver o aspecto final.

Como é que divulgas o teu trabalho?

Através do meu blog, da participação em algumas feiras de artesanato urbano e de todos os meus amigos e familiares. Tenho que agradecer especialmente a estes últimos, pelo empenho na divulgação do meu trabalho.



A internet tem um papel importante na divulgação do teu projecto?

Sim, de alguma forma tem ajudado na divulgação dos meus trabalhos, mas não tanto como seria de esperar. Também é justo dizer que não dou tanta «atenção» ao meu blog quanto deveria…

O que achas da actual moda do artesanato urbano?

Parece-me bastante positiva e, sinceramente, espero que seja mais do que apenas uma moda!



Que conselho darias a quem ainda anda à procura do seu próprio estilo nos trabalhos manuais?

Não gosto de dar conselhos, acho que cada pessoa deve encontrar o seu estilo pessoal de acordo com os seus próprios gostos… Para mim não há formulas, critérios ou padrões a seguir. As coisas surgem de forma natural, é só deixar a imaginação «à solta»…

Podes partilhar alguns dos teus crafters favoritos?

Gosto do trabalho de muita gente, não consigo destacar ninguém…



Quais são os teus sonhos para o futuro?

Sonho sempre no presente ou num futuro muito próximo, no qual gostaria de continuar a sentir-me inspirada e motivada para fazer tudo aquilo que gosto, em todos os âmbitos da minha vida. Não me agrada fazer planos a longo prazo…

domingo, 28 de dezembro de 2008

Perdi o Fio à Meada


Nome: Vera João Espinha
Cidade: Lisboa
Blog: perdi-o-fio-a-meada.blogspot.com
Loja online:
perdi-o-fio-a-meada-shop.blogspot.com
Flickr: www.flickr.com/people/verajoao




Como descreverias o teu trabalho?

Tradicional e contemporâneo.



Como é que tudo começou?

Aprendi a fazer croché com a minha avó paterna. Durante a época da escola primária ajudava-a a fazer pegas de cozinha e capas para sacos de água quente (era uma maneira de ela me manter entretida). Quando fiquei mais à vontade, comecei a fazer roupas para as bonecas. Sempre tive um trabalho nas mãos de croché ou tricot, trabalhos simples, os preferidos eram as mantas até passar para os acessórios.

Os acessórios de croché vieram substituir a área da pintura. Deixei de pintar, por falta de espaço em casa com o nascimento da minha filha. O meu atelier passou a ser o quarto dela, fiquei condicionada a interesses que ocupassem menos espaço, embora neste momento ocupem quase tanto como a pintura!



Como escolheste o nome do teu projecto?

Queria um nome que fosse associado a lãs ou a fios, que identificasse o material, mas ao mesmo tempo não queria que se reduzisse só a isso, para o nome continuar a adaptar-se a outros projectos. Também não gosto de nomes pequenos, prefiro expressões.

Porquê fazer crafts? O que é que te motiva?

Por ser um trabalho manual, descontraído e acima de tudo criativo. O croché e o tricot são uma espécie de yoga.



Os crafts são um trabalho a tempo inteiro? O que ocupa os teus dias?

Ocupam uma parte da minha noite. Durante o dia, trabalho com livros a tempo inteiro, na área de design gráfico.

De onde vem a inspiração para os teus trabalhos?

Vem daquilo que vejo e sinto no dia-a-dia e, naturalmente, de pesquisas que não chegam só da internet.



Onde é que encontras os materiais para os teus projectos?

Posso encontrar material numa casa de lãs, como numa loja de bricolage ou numa retrosaria. Por incrível que pareça apesar de serem pregadeiras, colares e pulseiras, as lojas de bijutaria são as que frequento menos.

De todo o processo de produção das tuas peças qual é a parte que mais te agrada?

A de criar a primeira peça, ou então de criar a segunda peça, se a primeira não correu tão bem.



Como é que divulgas o teu trabalho?

A melhor divulgação é feita por mim ao usar a própria peça. O maior meio de divulgação é através do blog.

A internet tem um papel importante na divulgação do teu projecto?

Tem, o trabalho chega a muitas pessoas, que de outra forma não chegariam a conhecê-lo.

O que achas da actual moda do artesanato urbano?

Não me identifico muito. Não enquadro o meu trabalho na área do artesanato urbano. Já ouvi dizer que, a moda é tudo o que deixa de ser e o que eu desejo é que o meu trabalho seja um pouco mais intemporal.



Que conselho darias a quem ainda anda à procura do seu próprio estilo nos trabalhos manuais?

Pesquisar muito, trabalhar bastante, muita força de vontade para fazer ainda melhor do que aquilo que já existe. A repetição da mesma peça anula bastante o trabalho criativo e a qualidade acaba por se perder.

Podes partilhar alguns dos teus crafters favoritos?

São bastantes e não quero enumerar. Gosto de acompanhar alguns blogs, tanto portugueses como estrangeiros, não necessariamente na área dos crafts. Geralmente os que têm boas imagens são os que me cativam a voltar.

Quais são os teus sonhos para o futuro?

A nível de trabalho, continuar com o projecto perdi o fio à meada e tentar organizar ainda mais o meu tempo para poder concretizar novos projectos.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Trapos, Flores e outros Amores


Nome: Cristina Carneiro
Cidade: Vila Nova de Gaia
Blog: traposyflores.blogspot.com
Flickr: www.flickr.com/photos/11917189@N04




Como descreverias o teu trabalho?


Como um prazer…



Como é que tudo começou?

Começou quando era miúda e fazia bonecos de trapos, presépios em barro, brincos e anéis em arame.

Como escolheste o nome do teu projecto?

Escolhi trapos, pois faço muitos trabalhos com tecidos; flores, porque na altura em que escolhi o nome estava a aprender a fazer flores de lã feltrada e outros amores, pois gosto de fazer mais coisas, como molduras para fotos, bijutaria, etc..

Porquê fazer crafts? O que é que te motiva?

Porque adoro! Gosto imenso de artesanato. E também porque me relaxa, é como uma terapia!



Os crafts são um trabalho a tempo inteiro? O que ocupa os teus dias?

Não, ocupo os meus dias com o meu emprego. Os crafts são uma ocupação pela noite dentro…

De onde vem a inspiração para os teus trabalhos?

Principalmente dos materiais que encontro. Olho para eles e penso: «Dava um bonito presépio, dava uma linda moldura, dava um colar engraçado!»

Onde é que encontras os materiais para os teus projectos?

Em todo o lado: em casa, em lojas, em jardins…

De todo o processo de produção das tuas peças qual é a parte que mais te agrada?

Adoro imaginar, experimentar, dar-lhes vida. Custa-me desfazer-me dos meus presépios, pois são peças únicas. Mas vou confessar também a parte que me agrada menos um bocadinho… são os remates, o final das peças.



Como é que divulgas o teu trabalho?

Pelos amigos, na internet, em feiras de artesanato urbano.

A internet tem um papel importante na divulgação do teu projecto?

No meu caso nem por isso, pois não sou conhecida nesse meio. Além disso, os presépios não são um tipo de trabalho muito procurado através da internet.

O que achas da actual moda do artesanato urbano?

Estou a achar muito interessante e uma óptima oportunidade para os artesãos se revelarem!

Que conselho darias a quem ainda anda à procura do seu próprio estilo nos trabalhos manuais?

Que inove, que insista nos seus trabalhos e que procure a opinião de outros crafters, pois acho que a opinião de outras pessoas ajuda muito.



Podes partilhar alguns dos teus crafters favoritos?

Não o quero fazer, pois posso esquecer-me de alguém. Mas não posso deixar de referir que há cada vez mais pessoas talentosas a fazer trabalhos espectaculares!

Quais são os teus sonhos para o futuro?

Eu acho que ainda estou a viver um sonho, pois toda a vida fiz artesanato sem saber bem o valor que os meus trabalhos poderiam ter para os outros. Neste momento sinto que esse trabalho, aos pouquinhos, está a ser reconhecido.

No futuro quero continuar a conseguir fazer coisas bonitas pois nem sempre se tem inspiração… esse é o meu maior medo, acordar um dia e não conseguir fazer nada.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mimi Chocolat


Nome: Carla Chaves
Cidade: Alverca
Blog: mimi-chocolat.blogspot.com
Site: mimi-chocolat.com
Loja online: mimi-chocolat.com/store (brevemente)
Flickr: www.flickr.com/photos/mimichocolat




Como descreverias o teu trabalho?

O meu trabalho é uma extensão de mim, é uma necessidade de criar e fazer coisas.























Como é que tudo começou?

Não sei :) Sempre tive esta necessidade e sempre fiz coisas relacionadas com ela.

Como escolheste o nome do teu projecto?

Mimi tem a ver com o nome que os amigos e família carinhosamente me chamam. Chocolat tem a ver com o meu gosto por chocolate e com a paixão que tenho pela sonoridade da língua francesa. Parece-me algo saído de um mundo em que tudo é romântico e belo!























Porquê fazer crafts? O que é que te motiva?

Não sei ser eu sem criar algo. Os crafts permitem-me expressar-me e criar um mundo meu.

Os crafts são um trabalho a tempo inteiro? O que ocupa os teus dias?

Faço crafts e desenho bonecos nos meus tempos livres. A nível profissional, por enquanto, trabalho em web design.























De onde vem a inspiração para os teus trabalhos?


Eu sou uma romântica inveterada, gosto de tudo o que tenha a ver com o mundo da fantasia, contos de fadas, memórias de infância. Acima de tudo, é daí que vem a minha inspiração.

Onde é que encontras os materiais para os teus projectos?

Geralmente compro na internet, ando sempre à procura de coisas novas. Compro também em lojas locais e gosto muito de ir fazer descobertas no sótão da minha mãe, especialmente para tecidos vintage.






























De todo o processo de produção das tuas peças qual é a parte que mais te agrada?


Penso que o resultado final. Eu gosto muito do processo criativo, mas geralmente tenho tantas coisas em «lista de espera», que mal posso esperar para passar para a próxima.

Como é que divulgas o teu trabalho?

Principalmente na internet e através do envio de notícias por e-mail.























A internet tem um papel importante na divulgação do teu projecto?


É crucial mesmo. É a forma mais eficaz de mostrar o que crio e de me manter em contacto com as pessoas que gostam daquilo que faço :)

O que achas da actual moda do artesanato urbano?

É positiva! De repente houve um «boom» de criadores e acho isso libertador. Penso que todos nós temos a necessidade de nos expressarmos de alguma forma, de soltar um pouco o nosso eu.

Que conselho darias a quem ainda anda à procura do seu próprio estilo nos trabalhos manuais?

Penso que o melhor é não ter medo de experimentar. Experimentar até encontrar o seu estilo, e continuar a experimentar, para não estagnar. Dar largas à criatividade e «ver» o mais possível. Dar atenção e absorver do dia-a-dia.






























Podes partilhar alguns dos teus crafters favoritos?

Não consigo nomear, pois são muitos. Mas geralmente estão relacionados com o mundo que gosto, o da fantasia e do romantismo.

Quais são os teus sonhos para o futuro?

Gostaria de continuar a fazer o que faço e, se possível, desenvolver um pouco mais o meu projecto. Só o futuro o dirá :)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Atelier XT


Nome: Graça Paz
Cidade: Porto
Blog: atelierxt.tumblr.com
Site: http://www.atelierxt.com/
Loja online: xt.bigcartel.com ou www.etsy.com/shop.php?user_id=5116015
Flickr: www.flickr.com/photos/xtmoveis




Como descreverias o teu trabalho?

Ora bem! Algo sem o qual não consigo passar, uma extensão de mim, uma fuga do próprio dia-a-dia, uma paixão e uma necessidade! Além de tudo isto, o meu meio de subsistência, aliado a muitas horas de puro divertimento! :)



Como é que tudo começou?

Começou tudo com o meu gosto pelas artes e, sobretudo, pela decoração. O meu curso de eleição teria sido design de mobiliário, que na altura só existia em Lisboa. Como a vida dos meus pais estava numa fase complicada, optei por ficar no Porto e tirar o Ciesa na Cooperativa Árvore. Segui depois para design de moda. Adorei ilustrar, mas o resto não me encheu as medidas porque o que eu adorava mesmo era decoração. Acabei por ir trabalhar para uma loja, que na época era a mais gira de decoração aqui no Porto. Quando a loja fechou, eu e o Xitó (meu marido e arquitecto de profissão) resolvemos dar início a uma «empresa» que nasceu um pouco da necessidade de desenhar o mobiliário da nossa casa. A partir daí fomos sempre em frente e, com muita força de vontade, chegámos onde estamos hoje.



Como escolheste o nome do teu projecto?

Esta pergunta é curiosa porque quase toda a gente pensa que XT vem de Xitó, mas na verdade tem a ver com um processo construtivo que usamos sempre no nosso mobiliário e em que se recorre ao x e ao t como forma de tornar as peças mais seguras e estáveis.

Porquê fazer crafts? O que é que te motiva?

O que me motiva é sem dúvida o enorme prazer diário que daí tiro! É um trabalho muito gratificante e variado, detalhado e que funciona um pouco by hazard (arriscando), ou seja, tirando partido de coisas que, não tendo por vezes nada a ver com o trabalho em causa, proporcionam outras coisas fantásticas e criativas. Adoro trabalhar com as mãos e com a criatividade e a imaginação, dependendo só de mim própria o resultado.



Os crafts são um trabalho a tempo inteiro? O que ocupa os teus dias?

Sim, são o meu trabalho a tempo mais do que inteiro! Inteiro mais metade! :) Além disso, perco muitas horas nos meus blogs (não tantas como gostaria) e tenho uma família numerosa constituída maioritariamente por homens! Portanto, muito trabalhosa! :)

De onde vem a inspiração para os teus trabalhos?

De tudo, mas maioritariamente das emoções! De coisas que me tocam, como a solidão numa certa idade, coisas que vejo na rua, atitudes... e além disso, das minhas pesquisas, dos outros artistas, da música, muitíssimo do site http://www.ted.com/ que vejo sempre que posso e me revigora, especialmente pelo lado empreendedor das pessoas que por lá passam conhecidas ou não! Inspiro-me também nas cores... em tudo a bem dizer!



Onde é que encontras os materiais para os teus projectos?

Muito na internet. Não tenho muito tempo para lojas, onde geralmente não encontro nada de especial ou então encontro tudo o que é muito visto! Portanto, compro muito na internet e também improviso muito!

De todo o processo de produção das tuas peças qual é a parte que mais te agrada?

Agrada-me o fim! :) Mas também muito a parte em que o processo criativo já passou e a ideia já esta a ser executada! E depois o início outra vez.



Como é que divulgas o teu trabalho?

Através dos meus blogs e site, em lojas, nas revistas, mas sobretudo nos blogs que são a minha montra online para o mundo inteiro.

A internet tem um papel importante na divulgação do teu projecto?

Importantíssimo! Trabalho horas a fio e já fiz muitas experiências até chegar onde estou. Tento sempre fazer melhor e vou continuar! É, como disse, a minha montra para o mundo e um enorme incremento no meu trabalho! Acho que o é para todos os artistas que trabalham em pequena escala e não têm hipótese de aceder a lojas. Assim, aproveitam esta coisa fantástica que é a internet para terem feedback dos seus trabalhos, o que é muito positivo e gratificante.



O que achas da actual moda do artesanato urbano?

Posso ser muito sincera!? Por um lado acho fabulosa, na medida em que fomenta o pequeno negócio e a qualidade de vida que é trabalhar a partir de casa. Eu acredito que o futuro está nos pequenos negócios! Em países como a Índia em cada canto, cada porta, cada esquina há um pequeno negócio e assim se sustentam famílias e se incrementa a economia dos países. A vida está complicada e é uma forma de se ganhar algum dinheiro extra. Nesse aspecto acho fantástico, mas há o reverso da medalha. Acho que acaba por haver um exagero, na medida em que abundam pessoas que não tem jeito nem qualidade (peço desculpa pela sinceridade!) e vivem à custa das ideias dos outros.



Que conselho darias a quem ainda anda à procura do seu próprio estilo nos trabalhos manuais?

Eu digo sempre a mesma coisa: jamais copiar! Procurar um estilo próprio! Não há nada pior do que a falta de qualidade do trabalho ou a cópia mal copiada! Recomendo a pesquisa e olhar com olhos de ver para aquilo que geralmente já não observamos! Fazer coisas com qualidade exige das pessoas e é um processo por vezes frustrante mas que, quando se consegue, é maravilhoso e é só nosso.

Podes partilhar alguns dos teus crafters favoritos?

Geninne, Lutterlagkage, Herzensart, Hippyxic, Danita Art, Esther Mokka, Wishes&Heros, Bobilina... entre muitos outros.

Quais são os teus sonhos para o futuro?

A minha casa no campo, num estilo de vida muito melhor, trabalhar com saúde e sucesso no atelier! E tempo para mim!

domingo, 30 de novembro de 2008

Miglinha


Nome: Maria Miguel Silva Santos
Cidade: Ovar
Site: www.v2ae.com/miglinha
Loja online: através do site




Como descreverias o teu trabalho?

Utilizo um material «pobre» - usado normalmente para fazer tapetes de «trapo» - e transformo-o em peças práticas, diferentes e coloridas.



Como é que tudo começou?

Já conhecia este material e sempre achei que tinha grandes potencialidades. Quando me apercebi que estava disponível para venda e que existiam cores fantásticas comecei a experimentar fazer algumas peças simples – carteiras, pregadeiras, cestos, etc.. Isso aconteceu há cerca de quatro ou cinco anos e ainda continuo a descobrir novas aplicações para este material.

Como escolheste o nome do teu projecto?

O nome do projecto tem a ver com o meu nome. Tratam-me por Miguelinha desde pequenina e o amigo que me fez o site e que pensou no logótipo achou giro usar esse diminutivo introduzindo o material que utilizo - «linhas» e assim nasceu o mig____. Além disso, no site brincou ainda com a «linha» house e a «linha» fashion e acho que resultou muito bem.

Porquê fazer crafts? O que é que te motiva?

Sempre gostei de manualidades. Em adolescente fazia as prendas de Natal para oferecer às tias e a amigos (espelhos pintados à mão, peças em barro), sempre com embrulhos diferentes e originais. Penso que esse gosto não se perde. Gosto essencialmente que gostem do que faço, que achem os meus trabalhos originais e diferentes.

Os crafts são um trabalho a tempo inteiro? O que ocupa os teus dias?

Os crafts são um passatempo. Trabalho nos serviços administrativos numa escola mas tenho um horário que me permite ter algum tempo para me dedicar ao meu hobby.

De onde vem a inspiração para os teus trabalhos?

Geralmente começo uma peça sem uma ideia muito definida e à medida que vou progredindo no trabalho vou começando a visualizar o resultado final. Outras vezes já tenho uma ideia pré-definida da peça. A inspiração vai surgindo com a evolução do trabalho que tenho em mãos. O fio condutor comum é a cor.



Onde é que encontras os materiais para os teus projectos?

Já foi mais fácil encontrar este tipo de material nas cores fortes que habitualmente uso. Por outro lado agora é mais fácil encontrar locais que vendam os «tirelos», como por exemplo retrosarias e lojas do género.

De todo o processo de produção das tuas peças qual é a parte que mais te agrada?

A única parte de que gosto menos é dobar o fio, mas a partir daí todos os passos do processo criativo são interessantes. No entanto, um toque final numa peça como um pormenor, uma aplicação, que vai marcar a diferença nesse trabalho, fazer com que seja único, dá-me um gozo enorme.

Como é que divulgas o teu trabalho?

Tenho o site, tenho peças em algumas lojas e vou a uma ou outra feira que considere interessante. Além disso há sempre o amigo que fala ao amigo, que fala ao amigo…



A internet tem um papel importante na divulgação do teu projecto?

O meu site é um cartão de visita e mostruário do que vou fazendo. Não tenho, no entanto, muito feedback em termos de encomendas através do site.

O que achas da actual moda do artesanato urbano?

É um fenómeno com aspectos positivos e negativos. Positivos no sentido em que as pessoas dão agora, novamente, mais importância ao que é artesanal, único, diferente. Por outro lado, valorizam a utilização de materiais reciclados, reutilizáveis. O lado negativo de qualquer «moda» é o mercado estar a ser «encharcado» com imitações, com coisas com pouca qualidade, etc.. No entanto, penso que os trabalhos verdadeiramente diferentes ou inovadores acabam por se destacar.

Que conselho darias a quem ainda anda à procura do seu próprio estilo nos trabalhos manuais?

Observem e aprendam a dominar a técnica, mas a partir desse ponto tentem desenvolver projectos e peças únicas, diferentes do que costumam ver, que tenham claramente a vossa assinatura, que as pessoas vejam e reconheçam como vossa e de mais ninguém.

Podes partilhar alguns dos teus crafters favoritos?

Gosto de muitas coisas de muitos crafters. A lista seria longa!

Quais são os teus sonhos para o futuro?

Continuar a puxar pela imaginação e não estagnar em termos de criatividade. Há ainda tantas coisas giras para fazer…

domingo, 23 de novembro de 2008

Saídos da Concha


Nome:
Constança Cabral (Concha)
Cidade: Lisboa
Blog: saidosdaconcha.blogspot.com
Loja online: saidosdaconcha.etsy.com
Flickr: www.flickr.com/photos/saidosdaconcha




Como descreverias o teu trabalho?

A minha primeira preocupação reflecte-se na escolha dos tecidos: procuro têxteis 100% algodão, com padrões definidos e alegres e cores animadas. Gosto muito de bolinhas, riscas e flores grandes e normalmente cada tecido transporta-me para um determinado ambiente: quadrados encarnados e brancos para uma cozinha francesa de campo, flores mais açucaradas para uma nursery inglesa, azuis-claros e brancos para a Suécia e por aí fora…



Sentar-me à máquina de costura traz sempre algo de novo, porque raramente repito as peças e escolho sempre novas combinações de tecidos. Nunca faço nada à pressa e, se não sair bem à primeira, prefiro desmanchar e começar novamente. Costumo ficar satisfeita com o resultado! :)

Por fim, coloco etiquetas e embrulho as encomendas como se tratassem de presentes.

Como é que tudo começou?

A história do Saídos da Concha é relativamente recente. Tudo começou há dois anos com a descoberta do livro Home-Made Vintage, de Cristina Strutt, numa livraria em Londres; ao folheá-lo, imediatamente me ocorreu que eu própria poderia tentar transformar tecidos em objectos. Com vontade de aumentar o meu conhecimento sobre o assunto, descobri todo um universo crafty na internet. Isso coincidiu com uma visita a uma feira de artesanato urbano em Lisboa: a amiga que me acompanhava queria comprar um saco, ao que eu prometi fazer-lhe um com tecidos à sua medida. Ficámos ambas muito contentes com o resultado e, desde esse dia, nunca mais parei.



Como escolheste o nome do teu projecto?

Saídos da Concha foi a melhor expressão que encontrei para descrever os artigos de tecido que eu própria faço. Cada peça é criada como se fosse para mim ou para minha casa. Sempre que faço algo, não consigo deixar de imaginar a vida que esse objecto irá levar a partir do momento em que for oferecido ou comprado.

Porquê fazer crafts? O que é que te motiva?

Desde pequena que gosto de «fazer coisas». Durante muito tempo o meu meio preferencial foi o papel; mais tarde, e mesmo antes de saber coser, comecei a juntar tecidos. Hoje em dia, nada me motiva mais que ver um tecido unidimensional transformar-se num objecto com uma utilidade definida por mim. Coser, para mim, é verdadeiramente libertador: não tenho de ficar à espera que as lojas vendam aquilo que quero para mim, para minha casa ou para as minhas amigas – posso fazê-lo!

Os crafts são um trabalho a tempo inteiro? O que ocupa os teus dias?

Quem me dera poder passar os meus dias a coser e a trabalhar a minha marca! Os crafts são parte dos meus dias mas também faço outras coisas: trabalho com um professor universitário e estou a fazer um mestrado em História.



De onde vem a inspiração para os teus trabalhos?

Desde os 10/12 anos que gosto de ver revistas e livros de decoração e de moda. Outro dos meus grandes interesses é a História, sobretudo a História do quotidiano: interiores, vestuário, materiais e vivências. Por outro lado, é inegável que a internet é um canal bestial de circulação de ideias: sou constantemente inspirada por projectos que vejo aparecer em blogs e no flickr.

Onde é que encontras os materiais para os teus projectos?

Compro a maioria dos meus tecidos online. Grande parte vem dos EUA, mas tenho chitas de Alcobaça, linho português, tecidos ingleses e japoneses. Muitas vezes compro tecidos-em-potência, como toalhas de mesa, panos da loiça, guardanapos...



De todo o processo de produção das tuas peças, qual é a parte que mais te agrada?
Sem dúvida, a escolha dos tecidos. Adoro pensar em determinada pessoa ou em determinado projecto e escolher os tecidos ideais para esse propósito.

Como é que divulgas o teu trabalho?

Através do meu blog. Apesar de o blog não ter sido criado com o intuito exclusivo de publicitar aquilo que faço, é claro que acabo por falar muito do processo criativo, daquilo que me inspira, dos livros e tecidos que compro, dos meus mais recentes projectos...

A internet tem um papel importante na divulgação do teu projecto?

Acho que acabei de responder a parte desta pergunta! :) Por outro lado, é no Etsy (plataforma de lojas online) que vendo as minhas peças. Sem computador e sem internet não existiria a marca Saídos da Concha.



O que achas da actual moda do artesanato urbano?

Acho que é fruto de uma vontade de viver de outra forma, uma espécie de alternativa a este mundo de imediatismo («usa-e-deita-fora») e massificação em que vivemos e que se encontra em fase de esgotamento. Cada vez mais há pessoas que querem vidas mais simples e verdadeiras e que valorizam peças únicas, elaboradas com materiais de qualidade e por gente verdadeiramente empenhada no que faz (em oposição a produtos massificados que são todos iguais).

É verdade que estamos a atravessar uma fase nostálgica, de valorização do vintage, em que o handmade se identifica com valores tradicionais e pertencentes ao passado. Mas, a meu ver, este movimento é muito mais do que isso: não se trata de olhar para trás, mas sim de um verdadeiro passo em frente. Buy handmade é o mesmo que escolher produtos biológicos/orgânicos. Sim, são um pouco mais caros, mas são muito mais verdadeiros e têm muito mais sabor.




Que conselho darias a quem ainda anda à procura do seu próprio estilo nos trabalhos manuais?

Deitar mãos à obra! Ir experimentando até se sentir confortável e identificado.

Podes partilhar alguns dos teus crafters favoritos?

A Jenny, a Jennifer, a Rashida, a Karyn, a Alicia, a Amanda , a Manda, a Jane e a minha mãe!

Quais são os teus sonhos para o futuro?

Dedicar-me a sério a desenvolver a marca Saídos da Concha. Tenho muitas ideias e projectos mas falta-me tempo e «espaço mental» para andar para a frente!